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História e a importância
das árvores
na nossa vida. 


Plantar para Conservar

O primeiro Dia da Árvore foi celebrado no dia 10 de Abril de 1872 em Nebraska, EUA.


O seu mentor foi o jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação de árvores nesse Estado. Em homenagem ao seu impulsionador, J. Morton. o dia da Árvore é comemorado nos EUA aos dias 22 de de Abril.


Em Portugal, o Dia da Árvore comemora-se com a chegada da Primavera, no dia 21 de Março.


Com a chegada da Primavera, as flores desabrocham e as árvores parecem abrir os galhos, como se fossem braços para receber a luz do sol. Tudo se transforma num mundo de cores. As planta ficam viçosas, a relva verde e o céu azul. É o anúncio da chegada da Estação das Flores.





Por que é importante ter muitas árvores em nosso planeta?


Além de embelezar praças, avenidas e ruas, as árvores refrescam o ambiente. Isto acontece porque dão sombra e mantêm a humidade do ar. Além disso, as plantas ajudam a diminuir a poluição porque absorvem o dióxido de carbono resultante da queima de combustíveis, ou seja, mais oxigénio para nós, humanos (ver nota sobre a fotossíntese).


As plantas são também verdadeiras barreiras que mudam a direcção dos ventos e filtram a poeira e fuligem. Mantêm o solo firme , sendo indispensáveis nas encostas, às margens de rios e mananciais. E isto sem contar com os deliciosos frutos que nos proporcionam.






Outro factor importante é que muitos remédios podem ser feitos a partir das árvores. Para se ter uma ideia, um em cada quatro medicamentos utilizados pela indústria farmacêutica tem origem vegetal. Cerca de 70% das plantas classificadas pelo Instituto do Câncer dos Estados Unidos como recomendadas para o tratamento do câncer são encontradas exclusivamente nas florestas tropicais. Existem 1,4 mil espécies vegetais que podem servir para esse fim (veja mais sobre florestas tropicais a seguir).










A fotossíntese


Fotossíntese é o processo pelo qual as plantas verdes e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química.


Nas plantas verdes, a fotossíntese aproveita a energia da luz solar para converter dióxido de carbono (o CO2), água e minerais em compostos orgânicos e oxigénio.


Este processo é essencial para a manutenção de todas a formas de vida existentes na Terra. A fotossíntese pode ser representada pela seguinte equação empírica:


CO2 + H2O + Energia luminosa =====> [CH2O] + O2 + H2O






Por que há espécies de árvores em extinção?






A madeira das árvores tem uma utilização muito abrangente.


É utilizada para o fabrico do papel, móveis, edifícios, lápis, tecido e filmes fotográfico.


Na alimentação também serve de aditivo, é utilizado na fabricação de queijo, mistura para bolo e até de gelado.


E é devido à extracção predatória das árvores para estes fins que causa a extinção das espécies.


E, à medida que o homem derruba as árvores e vai acabando com as florestas, os animais que ali vivem também vão desaparecendo um a um.






Como salvar as florestas?






Como metade das árvores que são cortadas no planeta destinam-se à fabricação de papel, usar menos papel é uma ótima maneira de ajudar a salvar as florestas.






Adopte estas acções:


• Escreva nos dois lados de cada folha de papel e tente usar papel de rascunho ou metades de folha quando possível. Recicle todo papel quando terminar de usá-lo;






• Coloque um guardanapo de tecido na sua mochila, bolsa ou lancheira e use-o em vez de guardanapos de papel;






• Em casa use sempre guardanapos, lenços e panos de pratos de tecido em vez de papel;






• Quando comprar papel numa loja, tente comprar papel reciclado com 100% pós-consumo. Ou seja, depois dele ter sido usado por alguém. O que significa que ele foi feito com papel que já foi usado e colocado no contentor de lixo azul para ser reciclado. Ou melhor ainda, compre 100% papel "tree-free" (isento de árvores), isso significa que nenhuma árvore precisou ser derrubada para esse papel;






• Peça aos seus pais para não comprarem nenhuma madeira que venha de árvores em perigo de extinção;






Salve o Planeta





A protecção da natureza, do ambiente e dos equilíbrios ecológicos é uma preocupação dominante do nosso tempo. Ainda bem, pois a inconsciência de muitos e a ânsia de lucro de alguns têm acumulado ameaças sobre o futuro do nosso planeta. O documentário de Al Gore sobre os efeitos do aquecimento global, por exemplo, é um alerta angustiado para que se evite o desastre enquanto é tempo.
É verdade que, por vezes, também se manifesta algum fundamentalismo ecologista, esquecendo ser a miséria das pessoas a pior das poluições. Mas reconheça-se ser difícil para os ecologistas enfrentar poderosos interesses económicos imediatos, invocando o argumento moral de salvaguardar o bem-estar de gerações futuras.
Curiosamente, o empenho de tanta gente em preservar espécies animais e vegetais conhecidas apenas de alguns especialistas não se sente quanto à protecção do embrião e do feto na barriga da mãe. E, aí, o que está em causa não é apenas natureza nem vida animal ou vegetal, mas vida humana.
O contraste entre essas duas atitudes foi salientado numa recente entrevista de António Marujo ao bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto (Público, 15-10-06).
O contraste é tanto mais de notar quanto o progresso da ciência e das tecnologias médicas permite, hoje (e cada vez mais), saber e até ver o que se passa com o feto. Não é, afinal, um "monte de células", como já lhe chamaram, mas um ser com todas as características genéticas que o acompanharão pela vida fora.
Compreendo que partidários da liberalização do aborto se sintam insultados quando lhes chamam assassinos. Na sua perspectiva, um aborto não é um homicídio, porque não consideram que põe termo a uma vida humana. E a sociedade, actual e passada, dá-lhes alguns motivos para essa atitude.
Há uma antiquíssima tradição de ignorância e, até, de desprezo pela vida pré-natal, que influencia a consciência das pessoas. Na tradição do direito civil, por exemplo, não é concedida personalidade jurídica ao bebé antes de ele nascer. Ou seja, pesa na sociedade e nas suas instituições a desvalorização da vida intra-uterina.
Por isso, chamar criminoso a quem defenda o "sim" no próximo referendo é injusto e contraproducente. Há, de facto, uma ausência de unanimidade em todo o mundo sobre o estatuto do feto, o que requer um debate sério sobre o problema. Uma discussão de boa-fé e não gritarias histéricas.
Em democracia, ninguém pode impor aos outros o seu ponto de vista, a menos que convença a maioria dos cidadãos. Sobretudo em matéria que implique penas. O aborto não é só uma questão de consciência: terá sempre de haver uma posição legal do Estado, definindo o que, para os tribunais, é e não é crime.
É assim preciso um consenso, tão amplo quanto possível, mas pelo menos maioritário, de modo a legitimar uma lei, seja ela qual for. Mas a democracia dá-nos a possibilidade de lutar publicamente pelas nossas ideias, ainda que minoritárias, tentando persuadir a maioria dos cidadãos a adoptá-las.
Para mim, é arbitrário escolher um momento da vida do feto antes do qual o aborto é permitido e depois do qual é crime. Parece-me mais lógico respeitar a vida desde o momento da concepção.
E para quem tenha dúvidas sobre o estatuto ético do feto, julgo de aplicar, por analogia, um imperativo muito utilizado pelos ecologistas: a precaução, teorizada há quase 30 anos pelo filósofo alemão Hans Jonas no seu Princípio da Responsabilidade. Na incerteza sobre as consequências dos nossos actos ou omissões, a ética aconselha não correr riscos. Neste caso, o risco de matar uma vida.
Não é essa, claro, a opinião de muita gente, e eu respeito-a. Apenas procuro mudá-la.
Afinal, durante séculos e séculos considerou-se normal a escravatura. Tirando honrosas excepções, o cristianismo conviveu sem problemas com essa realidade social ao longo de quase dois mil anos. Havia, até, quem julgasse a escravatura uma instituição benéfica para os escravos, seres por natureza inferiores.
Hoje, porém, toda a gente considera a escravatura um crime horrendo. Como, por outro lado, se desenvolve uma consciência ecológica inexistente há décadas.
Com a ajuda da crescente visibilidade da vida intra-uterina, talvez daqui a algum tempo se alterem muitas opiniões que actualmente encaram o aborto como mero problema de saúde pública.
E reconheçam, então, estar aí em jogo, não sobretudo o corpo da mulher, mas antes de mais a vida de terceiros.